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A trupe musical, como gosta de ser chamada, realizou uma verdadeira passeata nessa última quarta-feira, 18/06. Saiu do Metrô Vila Madalena e desembarcou no Metrô Consolação, onde tomou as ruas, ou melhor, as calçadas da Av. Paulista em direção ao MASP.
Com megafone, pandeiro, tambor e violão, o grupo de Osasco foi cantando e dizendo frases de suas músicas, algumas já mais que conhecidas como “Os opostos se distraem, os dispostos se atraem”.
Ao chegar no vão livre do MASP, mais discurso sobre a arte independente no Brasil e mais música. O lançamento oficial do CD “Segundo Ato” se deu literalmente com o lançamento de um CD para a multidão.
Uma grande roda foi feita e o grupo encerrou sua apresentação aos aplausos entusiasmadíssimo de fãs e curiosos.

Por Camila Braga

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Do que consegui assistir na Virada, os shows da Cachorro Grande, Orquestra Imperial e Bruna Caram foram os que mais me impressionaram e os que mais aproveitei. A empolgação da banda gaúcha, em plena Praça da República, contagiou todo os roqueiros, ou não, que estavam lá. Eles tocaram as músicas mais conhecidas que vão desde “Você não sabe o que perdeu” até a balada “Sinceramente”; e também mostraram a safra mais antiga com “Sexperienced” e “Hey, amigo”. Teve até um bunda lelê do vocalista Beto Bruno no final. Mais rock’nroll só se Marcelo Gross tivesse jogado a guitarra em cima da bateria. É, e ele fez isso também.

O único show da av. São João que consegui enxergar o palco e, de fato, participar foi o da Orquestra Imperial. Com músicos fantásticos e sintonizados entre si, a banda fez sucesso, ainda mais com suas canções cheias de suíngue e humor carioca, como “Ereção”, “Sem Compromisso”, “Artista é o caralho” e “Dr. Sabe-Tudo”. Rodrigo Amarante e Thalma de Freitas estavam bem empolgados e pareciam se divertir durante a apresentação. Houve até o momento “Toca Pierrot”, em referência à música dos Los Hermanos, mas nada foi concretizado. Uma pena.

Peguei começado o show da jovem cantora Bruna Caram, que por acaso não conhecia, e pude aproveitar mesmo assim, com canções gostosas de se ouvir e uma voz afinada, fez o publico – e ela mesma – aproveitar bastante o Palco das Meninas, na av. Ipiranga. Músicas para se procurar e baixar depois na internet.

No mesmo palco, esteve também a cantora, mais jovem ainda, Mallu Magalhães, que dividiu a performance com o vocalista do Vanguart, Hélio Flanders e o baixista do Forgotten Boys, Zé Mazzei. Eles fizeram um breve histórico com canções tradicionais do gênero folk, indo de Johnny Cash a Bob Dylan.

Na minha opinião, o “fenômeno da internet”, a jovem de 15 anos que canta, toca violão e gaita, ainda parece imatura para toda essa carga de atenção e comoção à sua volta. E não é culpa dela, mas sim de uma mídia desesperada em encontrar novos talentos antes de todo mundo e promovê-lo ao máximo. Mallu, com certeza, – se manter os pés no chão – se tornará uma grande artista, mas ainda não era o momento para ir para o showbusiness. Falta um pouco de vivência e experiência de palco para o fenômeno mostrar sua cara.

Por Camila Braga

Depois de oito horas de sono entre sexta-feira e domingo, algumas bolhas nos pés e dores nas pernas, posso dizer que a Virada Cultural 2008 valeu à pena. As 24 horas de música, teatro, dança e entretenimento em geral foram mais do que aproveitadas pelos, estimados, 4 milhões de espectadores.

Pelo que acompanhei, posso dizer que foi um evento realizado com sucesso, com nenhum incidente grave, de acordo com o depoimento para o Estadão do tenente-coronel Sidney Alves, que comandou o policiamento do centro. Bom para a cidade e ainda melhor para a fama barra-pesada do centro da capital.

O que mais me chamou a atenção foi a apresentação do grupo francês Genèrik Vapeur (composto por 20 integrantes, entre eles 5 brasileiros), que saiu da Av. São João já eletrizando as pessoas que acompanhavam, quando fez aparecer no alto do prédio da galeria Olido três artistas com sinalizadores vermelhos e tambores descendo em direção ao chão. Depois do terremoto da última terça-feira, foi o acontecimento que mais abalou São Paulo – exageros à parte.

Mas imagine você a cena: dezenas de caras azuis com sinalizadores e fogos de artifício, batendo latões pelas ruas, ao mesmo tempo que avançavam com suas caras de poucos amigos. Ah, e claro! Tudo isso com um rock pesado (e contagiante, diga-se de passagem) tocado pelos músicos que seguiam o grupo em cima de um caminhão de som. Era quase impossível não seguir o Vapeur, e foi o que muitos fizeram, com suas câmeras e celulares à postos, registrando toda a movimentação. Muitas vezes, se arriscando à frente dos artistas, tudo para obter uma boa foto, ou apenas uma boa olhada.

A apresentação que iria ter um repeteco às 3h30 da manhã de domingo foi cancelada pela Polícia Militar, em função de muitos carros amassados durante o percurso do grupo – entre eles um da própria polícia – como contou o motorista do caminhão de som, já com os olhos quase fechando às tantas da matina.

Por Camila Braga

ps. Fotos e vídeos devidamente postados em breve.

Aguarde as novas publicações aqui, pois iremos estar pelas ruas de São Paulo conferindo o que vai rolar de bom na Virada Cultural nesse final-de-semana.

Ah! E se você também for, não esqueça de comentar aqui no blog e, quem sabe, mandar seu comentário, foto, vídeo, entrevista para o site do Radar Cultura. Eles vão fazer uma cobertura com a participação de qualquer cidadão, bem no estilo moderninho do Jornalismo Colaborativo (se você não sabe o que é, dê uma olhada nesse vídeo super explicativo feito por nós).

Preparem aquele tênis confortável, o energético mais potente e boa Virada!

por Camila Braga