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 palhaco Panqueca

 

Chuva, chuva e mais chuva…

Assim estava o tempo quando fizemos a segunda visita ao Circo Stankowich, no dia 11 de julho. Na ocasião, uma de suas duas unidades estava em Guarulhos, cidade vizinha à capital, o que facilitou e muito a nossa vida. Com exceção da Thaís, todas nós acabamos indo juntas até a cidade, tendo na direção do carro-barco a Juliana.

A chegada até o circo foi (incrivelmente) tranquila, já que, além de alguns mapas elaborados pelo Google – não saímos mais de casa sem eles -, demos a sorte de perguntarmos a um frentista que nos ensinou o caminho até o local com uma naturalidade que nunca tinha visto antes: “primeira à direita, faça o contorno, pegue a Dutra no outro sentido, use a saída do aeroporto, mais duas ruas vire à direita…..”. Só faltou dizer “ande 252m e faça uma curva suave à esquerda…”, tal qual um GPS!

Logo ao desembarcarmos no circo, uma confusãozinha aconteceu. Ao combinarmos com a Karina, assessora dos artistas, ela nos disse que procurássemos por Marlon Stankowich, o responsável por aquela unidade, e foi o que fizemos. Depois de conversarmos com o homem que nos foi indicado (que não havia como negar ser irmão de Márcio Stankowich, que tínhamos entrevistado na outra visita ao circo) e explicar que gostaríamos de entrevistar o palhaço da unidade, ele nos pediu que procurássemos o Marlon.

“Ué, mas VOCÊ não é o Marlon?!?!”. Depois de uma breve explicação, conseguimos entender que ambos chamavam-se Marlon, o que nos pareceu bastante improvável, já que esse não parece ser assim um nome tão comum, não é mesmo?

Fomos, então, apresentadas ao Marlon, o palhaço Panqueca, e a seu pai, o palhaço Chumbrega, a dupla que divide o picadeiro daquela unidade. Tudo ficou combinado: estávamos autorizadas a gravar suas aparições no espetáculo e, logo após a primeira apresentação, faríamos a entrevista.

Palhaco Chumbrega

 

O show acontecia e os palhaços apareciam em diversos quadros. O ponto alto de suas apresentações ocorreu quando Panqueca convidou 3 crianças para uma brincadeira no picadeiro. A platéia e nós mesmas rimos tanto que não me admiraria se, ao assistirmos a gravação, nosso riso tenha ficado marcado na fita como aquelas risadas gravadas que programas de humor de gosto duvidoso colocam como indicação do momento que se deve rir de alguma coisa. Além das risadas, a cada momento engraçado (ou impressionante, como o malabarismo, a mágica e outros) a Paula dizia, copiando o mestre de cerimônias do espetáculo, inlcusive em seu sotaque espanhol: “Exceleeeente!!”

Chegada a hora da entrevista, os palhaços nos procuraram ainda maquiados para a gravação. Foi bonito o pai contar como entrou na profissão, como acabou levando seu filho também para o picadeiro e sobre outros questionamentos mais. Marlon também disse coisas que me pareceram bastante interessantes e significativas para nosso trabalho. Terminada a conversa, os dois despediram-se, pois precisariam voltar a se arrumar, já que ainda apresentariam aquele espetáculo mais duas outras vezes ainda naquela noite.

Para nós, ainda restava fazermos entrevistas com algumas pessoas da platéia e com uma das crianças do grupo circense, interessada em aprender e em continuar com essa arte tão antiga. Depois de gravarmos com um grupo de amigos da platéia e com o filho de 12 anos de uma circense, pudemos voltar pra casa, mas não sem antes termos nos divertido com números de mágica, malabarismo, trapezismo e, claro, muitas palhaçadas.

Por Fernanda Pierina (Palhaça Tchicabá)

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Stankowich

Uma pirueta, Duas piruetas, Bravo, bravo! Superpiruetas, Ultrapiruetas, Bravo, bravo!

Gosto da música, mas não das piruetas, pois tenho medo. Acho que sofro mais do que os artistas que estão em cima do trapézio realizando as tais piruetas. Mas, não daria para evitar, pois estávamos no Circo Stankowich para gravarmos o espetáculo e entrevistarmos o palhaço Rodrigo e o dono do circo. Teria que me conformar com a aflição que sinto das pessoas driblando a lei da gravidade. Vai pra lá, vem pra cá, cai na rede, sobe de novo….. já estava um pouco tonta, além de nervosa.

O circo estava passando uma temporada em Campinas, cidade que nunca tinha visitado. Eu, a Si, a Fê e a Ju que comandava o volante, fomos para a casa da Paula, em Santana de Parnaíba. Ah, tínhamos também a companhia do GPS, amiguinho que a Fê simpatizou muito, mas que já odeio de longa data. Passamos para pegar a Paula, desta vez ela assumiu o volante até Campinas, pois já conhecia o caminho. O Chico que me desculpe, nos o amamos de paixão, até resolvi começar o texto com uma música dele, mas diante da paisagem que nos cercava, escolhemos ouvir Chitãozinho & Xororó, “Ah, ah, ah, to indo agora pra um lugar todinho meu!” (fora desse blog, eu nego até a morte!) Foi um coral tão bonito! Não tem jeito, música é ambiente né? Nossa viagem foi embalada com essa trilha sertaneja. Aliás, ê trem bão! Quando chegamos a Campinas, encontramos a Karina, que se encarregou de nos colocar em um lugar estratégico para captarmos as melhores imagens. Enquanto esperávamos o espetáculo, a Paula e eu comemos pipoca, bebemos refrigerante, já estávamos no clima circense. Foi nesse momento que tiramos essa foto que vocês estão vendo. Logo depois, começou o espetáculo, que foi muito bonito, por sinal. O homem pássaro parecia que ia voar mesmo, fiquei boquiaberta! O ambiente circense tem uma energia contagiante, uma coisa lúdica, uma pena que não tem o valor que merece. A Paula fez amizade com um garotinho, não me lembro o nome dele, mas no intervalo ele falou assim para o avô que o acompanhava: “Vô, é intervalo, dá para comer mais alguma coisa né?”, depois ele confessou para a Paula “ Tomara que o meu avô me leve no Mc’Donalds depois do espetáculo”, muito bonitinho. O palhaço Rodrigo usava só a mímica em suas apresentações, logo depois na entrevista, descobrimos que era um método dele baseado na Escola Russa de Circo, onde os palhaços usam mais a mímica do que a fala. Rodrigo contou um pouco da sua história, e explicou que teve influência da sua família que é tradicional do circo – a Família Garcia – seu pai era mágico, sua irmã contorcionista e seu tio-avô: palhaço! Seus pais até que tentaram fazer com que ele seguisse os estudos em São Paulo, mas não teve jeito, a arte que corria em suas veias foi mais forte e Rodrigo acabou se rendendo ao maravilhoso mundo do circo e a magia de fazer rir. Logo depois, entrevistamos o dono do circo, Marcio Stankowich, que nos contou que é a quinta geração da família no circo! Aproveitamos para gravar um pouco do outro espetáculo e entrevistamos algumas pessoas da plateia. Trabalho comprido e cumprido, pegamos a estrada depois de nos perdemos um pouquinho e dá-lhe Chitãozinho e Xororó, com direito a vídeo e tudo! Muito cansadas, deixamos a Paula em casa e seguimos para São Paulo, ouvindo Daniel, chega de Chitão né, tá bom por hoje!

por Thais Souza (Palhaça Diva)