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A trupe musical, como gosta de ser chamada, realizou uma verdadeira passeata nessa última quarta-feira, 18/06. Saiu do Metrô Vila Madalena e desembarcou no Metrô Consolação, onde tomou as ruas, ou melhor, as calçadas da Av. Paulista em direção ao MASP.
Com megafone, pandeiro, tambor e violão, o grupo de Osasco foi cantando e dizendo frases de suas músicas, algumas já mais que conhecidas como “Os opostos se distraem, os dispostos se atraem”.
Ao chegar no vão livre do MASP, mais discurso sobre a arte independente no Brasil e mais música. O lançamento oficial do CD “Segundo Ato” se deu literalmente com o lançamento de um CD para a multidão.
Uma grande roda foi feita e o grupo encerrou sua apresentação aos aplausos entusiasmadíssimo de fãs e curiosos.

Por Camila Braga

Essa é uma frase da jornalista Ana Maria Bahiana, estampada num dos painéis do evento “Vida Louca, Vida Intensa – Uma Viagem pela Contracultura”, que aborda um o espírito da  programação dedicada às diversas expressões da contracultura, que o Sesc Pompéia apresenta de 15 de abril até o dia 22 de junho, em São Paulo.

 

Desenvolvido há um ano e meio pelo jornalista e designer Eduardo Beu, curador da programação, com o objetivo de celebrar personagens do movimento, ligados aos reflexos artísticos e sociopolíticos da contracultura -como a publicação, em 1957, do livro “Pé na Estrada”, do escritor beatnik Jack Kerouac (1922-1969), o surgimento do tropicalismo e ainda as manifestações estudantis do maio de 1968.

 

Inicialmente a programação  tinha um mês de duração, mas a direção do Sesc, que patrocina o projeto, gostou tanto da idéia de expor o movimento que acabou pedindo ao curador que a ampliasse para dois meses e meio.

 

A exposição destaca imagens do psicodelismo e do movimento punk, em reproduções de cartazes de cinema, shows de rock, peças de teatro, manifestações e capas de periódicos da imprensa “underground”, além de 37 filmes, dez mesas com 25 convidados ligados a diversas áreas da cultura brasileira, performances, shows musicais (incluindo uma atração internacional, a banda suíça The Young Gods), apresentações de teatro e dança e ainda uma videoinstalação interativa sobre moda.

 

Na literatura, um dos destaques será o sarau “Noites Sujas: Nuvem Cigana”, que comemora os 30 anos do grupo carioca Nuvem Cigana, formado pelos escritores Bernardo Vilhena, Chacal, Charles Peixoto e Ronaldo Santos.

 

Por Thaís Souzza 

Do que consegui assistir na Virada, os shows da Cachorro Grande, Orquestra Imperial e Bruna Caram foram os que mais me impressionaram e os que mais aproveitei. A empolgação da banda gaúcha, em plena Praça da República, contagiou todo os roqueiros, ou não, que estavam lá. Eles tocaram as músicas mais conhecidas que vão desde “Você não sabe o que perdeu” até a balada “Sinceramente”; e também mostraram a safra mais antiga com “Sexperienced” e “Hey, amigo”. Teve até um bunda lelê do vocalista Beto Bruno no final. Mais rock’nroll só se Marcelo Gross tivesse jogado a guitarra em cima da bateria. É, e ele fez isso também.

O único show da av. São João que consegui enxergar o palco e, de fato, participar foi o da Orquestra Imperial. Com músicos fantásticos e sintonizados entre si, a banda fez sucesso, ainda mais com suas canções cheias de suíngue e humor carioca, como “Ereção”, “Sem Compromisso”, “Artista é o caralho” e “Dr. Sabe-Tudo”. Rodrigo Amarante e Thalma de Freitas estavam bem empolgados e pareciam se divertir durante a apresentação. Houve até o momento “Toca Pierrot”, em referência à música dos Los Hermanos, mas nada foi concretizado. Uma pena.

Peguei começado o show da jovem cantora Bruna Caram, que por acaso não conhecia, e pude aproveitar mesmo assim, com canções gostosas de se ouvir e uma voz afinada, fez o publico – e ela mesma – aproveitar bastante o Palco das Meninas, na av. Ipiranga. Músicas para se procurar e baixar depois na internet.

No mesmo palco, esteve também a cantora, mais jovem ainda, Mallu Magalhães, que dividiu a performance com o vocalista do Vanguart, Hélio Flanders e o baixista do Forgotten Boys, Zé Mazzei. Eles fizeram um breve histórico com canções tradicionais do gênero folk, indo de Johnny Cash a Bob Dylan.

Na minha opinião, o “fenômeno da internet”, a jovem de 15 anos que canta, toca violão e gaita, ainda parece imatura para toda essa carga de atenção e comoção à sua volta. E não é culpa dela, mas sim de uma mídia desesperada em encontrar novos talentos antes de todo mundo e promovê-lo ao máximo. Mallu, com certeza, – se manter os pés no chão – se tornará uma grande artista, mas ainda não era o momento para ir para o showbusiness. Falta um pouco de vivência e experiência de palco para o fenômeno mostrar sua cara.

Por Camila Braga

 

 

No feriado do dia 21 de abril, o Padre Marcelo Rossi reuniu 21 artistas para a gravação de um DVD com músicas religiosas. Na verdade, foram 22 convidados, mas um deles – o Belo – não pode comparecer por questões judiciais. O evento aconteceu no autódromo de Interlagos, São Paulo, com o tema: “Paz sim, violência não“.

Muitos cantores populares fizeram parte do projeto, dentre eles, Zezé di Camargo e Luciano, Edson e Hudson, Bruno e Marrone, Rick e Renner, KLB e um dos momentos mais emocionantes do espetáculo foi a participação da Ivete Sangalo, dividindo o palco com a Xuxa, Hebe Camargo e, obviamente, com o Padre.

Na primeira tentativa, Ivete perdeu a voz, começou a chorar e não conseguiu cantar. Recebeu um afago do Padre, logo em seguida cantou e empolgou a multidão de 3 milhões de pessoas. Passados alguns minutos, a melhor dupla fez a sua apresentação.

Engana-se que pensa que foi mais uma dupla sertaneja. Dessa vez, a qualidade subiu ao altar/palco com Agnaldo Rayol e João Carlos Martins – um exímio pianista – que mesmo com as adversidades enfrentadas, continua tocando piano lindamente. Esses dois nomes engrandeceram a canção já esperada “Ave Maria”.

A missa foi celebrada após a gravação do DVD e a mãe da menina Isabella, que estava presente, foi homenageada quando a oração contra a violência era feita. Às 20: 00 horas, Cláudia Leitte entrou no altar para finalizar a comemoração em prol da paz. Ela interpretou a letra Jesus Cristo, de Roberto Carlos.

 

Por Juliana Moraes

 

Rita Lee, a sessentona mais animada do rock, esteve neste último fim-de-semana em apresentação no HSBC Brasil (ex-Tom Brasil), em São Paulo. Em turnê com o show Picnic, a ruiva usa e abusa de cores, animações no telão e jogos de luzes no palco, que fazem com que o fã (no caso, a fã: eu) entre no clima de festa idealizado pela cantora. O show comemora seus 40 anos de rock’n’roll de volta a sua cidade natal, depois de quatro anos sem nenhuma apresentação na capital.

Relembrando grandes sucessos (como “Mania de Você“, “Amor e Sexo“, “Flagra“, “Ovelha Negra“, “Lança Perfume“, “Erva Venenosa” e outros) e cantando músicas do seu mais novo CD, “Balacobaco”, lançado em 2005, Rita Lee intercala as músicas com homenagens à cidade de São Paulo, em declarações afetivas.

Entre as músicas inéditas está a versão da música “I wanna hold your hand”, dos Beatles, em que Rita canta a divertida história de um bode que pisa na pata de uma cabra. A música, aliás, pretendia ser incluída no álbum que a cantora lançou composto apenas de versões de músicas da banda, mas que, segundo ela, não teve autorização “da japonesa” para entrar no CD. Uma pena, já que a letra é realmente bastante original e engraçada de se ouvir.

Rita parecia realmente em casa, dizendo-se emocionada por dormir de novo em sua cama, com seus travesseiros e lençol. Brincou com seu filho, Beto Lee, homenageando a “qualidade de seus espermatozóides”, em referência ao amor que sente por sua neta, Isabella. Acompanhada ainda do seu marido, Rita no palco está cercada daquilo que mais ama: a família.

E, para aqueles que talvez tenham desconfiado, eu assumo: morri de inveja daquele cabelo vermelhão!!

Saudades de ser também um ser flamejante…

Por Fernanda Pierina

Depois de oito horas de sono entre sexta-feira e domingo, algumas bolhas nos pés e dores nas pernas, posso dizer que a Virada Cultural 2008 valeu à pena. As 24 horas de música, teatro, dança e entretenimento em geral foram mais do que aproveitadas pelos, estimados, 4 milhões de espectadores.

Pelo que acompanhei, posso dizer que foi um evento realizado com sucesso, com nenhum incidente grave, de acordo com o depoimento para o Estadão do tenente-coronel Sidney Alves, que comandou o policiamento do centro. Bom para a cidade e ainda melhor para a fama barra-pesada do centro da capital.

O que mais me chamou a atenção foi a apresentação do grupo francês Genèrik Vapeur (composto por 20 integrantes, entre eles 5 brasileiros), que saiu da Av. São João já eletrizando as pessoas que acompanhavam, quando fez aparecer no alto do prédio da galeria Olido três artistas com sinalizadores vermelhos e tambores descendo em direção ao chão. Depois do terremoto da última terça-feira, foi o acontecimento que mais abalou São Paulo – exageros à parte.

Mas imagine você a cena: dezenas de caras azuis com sinalizadores e fogos de artifício, batendo latões pelas ruas, ao mesmo tempo que avançavam com suas caras de poucos amigos. Ah, e claro! Tudo isso com um rock pesado (e contagiante, diga-se de passagem) tocado pelos músicos que seguiam o grupo em cima de um caminhão de som. Era quase impossível não seguir o Vapeur, e foi o que muitos fizeram, com suas câmeras e celulares à postos, registrando toda a movimentação. Muitas vezes, se arriscando à frente dos artistas, tudo para obter uma boa foto, ou apenas uma boa olhada.

A apresentação que iria ter um repeteco às 3h30 da manhã de domingo foi cancelada pela Polícia Militar, em função de muitos carros amassados durante o percurso do grupo – entre eles um da própria polícia – como contou o motorista do caminhão de som, já com os olhos quase fechando às tantas da matina.

Por Camila Braga

ps. Fotos e vídeos devidamente postados em breve.

Para quem quer aproveitar o feriado por dentro do que acontece no mundo dos estudantes de  comunicação, acontece em São Paulo do dia 1 à 4 de maio o  ERECOM (Encontro Regional de Estudantes de Comunicação do Sul e Sudeste).

Discutindo o tema Transformadores ou deformadores? A formação do comunicador e seu papel na sociedade, o encontro será na sede antiga do Sinsprev que fica na rua Senador Felício dos Santos (trav. Conselheiro Furtado), 404. Metrô Vergueiro).

 

O evento será realizado pela regional Sul e São Paulo da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (ENECOS) e tem como objetivo a discussão central da democratização da comunicação e de melhor qualidade na formação do comunicador. Em suma, todos tendo acesso à informação de qualidade.

 

Outros temas serão discutidos como arte e política; espaços no mercado de trabalho; legalização das drogas; liberdade de expressão; globalização e resistência; movimento estudantil e educomunicação. Haverá oficinas e mini cursos passando por diversas áreas como rádio, vídeo, grafite, teatro, música, para quem tem curiosidade e para quem quer aprender um pouco mais. Para nós estudantes de Comunicação que cobramos certas iniciativas é legal ver encontros como esse.

 

Os valores da inscrição variam entre R$20,00 e R$ 70,00.

 

 Por Thaís Souza

Aguarde as novas publicações aqui, pois iremos estar pelas ruas de São Paulo conferindo o que vai rolar de bom na Virada Cultural nesse final-de-semana.

Ah! E se você também for, não esqueça de comentar aqui no blog e, quem sabe, mandar seu comentário, foto, vídeo, entrevista para o site do Radar Cultura. Eles vão fazer uma cobertura com a participação de qualquer cidadão, bem no estilo moderninho do Jornalismo Colaborativo (se você não sabe o que é, dê uma olhada nesse vídeo super explicativo feito por nós).

Preparem aquele tênis confortável, o energético mais potente e boa Virada!

por Camila Braga

Oito anos de trabalho para a realização desse livro. Clarice Fotobiografia (656 páginas, Imprensa Oficial e Edusp),  foi lançado nessa terça-feira na Livraria Cultura, pela autora Nádia Batella Gotlib. A professora da USP é reconhecida como uma das maiores especialistas na obra de Clarice Lispector, que pesquisa sobre o assunto desde a década de 1980: “Para mim foi muito importante [o lançamento da Fotobiografia], porque é mais um capítulo numa longa história que eu tenho de pesquisa sobre Clarice. Então, eu fico mesmo muito feliz desse livro estar pronto.”, diz a autora para o blog Nefelibatas Cult.

Para a estudante de biblioteconomia, Graziela de Oliveira, o estudo e trajetória de Nádia sobre o tema é muito bem conceituado: “Eu acho que a Nádia fez um belo trabalho com a obra da Clarice, (…) fez uma obra fantástica, bem completa. Para quem quer conhecer, inicialmente, já tem um belo carro para seguir.” Graziela começou a ler as obras de Clarice em 2001, com os livros Laços de Família e A Hora da Estrela. De lá para cá, não parou mais, e lê a extensa bibliografia da autora sempre que pode.

O livro traz mais de 800 fotos da escritora, organizadas em ordem cronológica por Nádia. “Eu já tinha muitas imagens, mas depois o próprio material que eu tinha foi exigindo mais. Então, eu tive que desenvolver mais e mais pesquisa…isso demora,né?” Comenta a autora.

Eu penso que Clarice Lispector acharia muita graça do evento realizado para lançar o livro de sua fotobiografia. Diversos intelectuais, especialistas e estudiosos de sua obra estavam presentes e conversando entre si sobre ela, é claro. A escritora diz em uma de suas crônicas, – Intelectual? Não. –  publicada na imprensa em novembro de 1968, que não se considera uma intelectual, e confessa que não leu a maioria dos clássicos da humanidade. Pode-se pensar em suas obras, agora,  como parte dos clássicos da humanidade. Irônico,não?

Nádia Gotlib fala em matéria publicada pelo Estadão, no domingo, que “Sua produção é, a certa altura, chamada por ela mesma de ‘pulsações’, e está pautada pelo questionamento de valores, desconstrução de regras e certezas, movidas pelo desejo dramático de narrar aquilo que, no fundo, constata ser inenarrável.” Clarice tem grande reconhecimento por sua maneira de narrar e envolver o leitor com histórias de pessoas comuns, como a de Macabéa – em A Hora da Estrela – e brincar com as noções de tempo e espaço.

Eu, particularmente, não consigo assitir muitas filmagens e ver fotos de Clarice Lispector, durante a exposição realizada no Museu da Língua Portuguesa, em 2007, evitei ao máximo observar a entrevista realizada por ela para a TV Cultura, que passava no telão. Não tenho uma explicação para isso, apenas prefiro me concentrar nas palavras e nos mergulhos literários que a autora –  nascida na Ucrânia, em 1920 e naturalizada brasileira, em 1943 –  faz em seus textos. A pergunta que fica, com o lançamento desse livro, é: As imagens de Clarice expressam tanto de si quanto sua escrita? Cabe à você, leitor, analisar e descobrir isso. Se aventure nesse mundo, vale muito a pena.

Por Camila Braga

 

Com o apoio da Subprefeitura do bairro, o Rotary Club Alto da Mooca promoveu a X Caminhada do Coração. O ato teve atividades paralelas como atendimento médico-hospitalar e palestras. O ponto de encontro foi no Clube Atlético Juventus.

A concentração para o evento começou às 7: 00 horas, com exames de rotina de pressão arterial, glicemia, colesterol e pressão intraocular.  Às 8:00 horas, aconteceram palestras informativas sobre glaucoma, osteoporose e prevenção de doenças cardícas.

A caminhada não atrasou e o início foi pontual, às 10:00 horas. Com distribuição de camisetas e águas, os participantes percorreram cerca de 5 quilômetros. Segundo Antônia de Fátima, que participou do trajeto, “o evento é importante para a conscientização da população. Só senti falta de uma maior divulgação, pois só os moradores da região sabiam do acontecimento”.

Pessoas de todas as idades estavam presentes, por isso a caminhada foi em um ritmo desacelerado. Mário Almeida esteve presente pela primeira vez e garantiu o retorno no ano seguinte. “O astral é muito bom, as pessoas são divertidas, sem contar o bem que fiz para a minha saúde. Sem dúvida estarei aqui na próxima edição”.

O trajeto foi concluído por volta das 11:00 horas, com o trânsito já liberado pela CET.

Por Juliana Moraes