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Durante os dias 12, 19, 26 e 28, a cidade de Sâo Paulo pode apreciar sessões de curtas-metragens no Espaço Unibanco de Cinema. O Crítica Curta 2008 exibiu 6 curtas-metragens e irá selecionar críticos para o 19º Festival de Curtas de São Paulo, que acontece em agosto. Estudantes universitários das faculdades participantes poderíam assistir aos filmes e depois mandar suas resenhas para o site da organização, a Kinoforum. Os 30 selecionados participarão de uma oficina de produção de textos que acontece dentro do Festival, sob a orientação do jornalista e crítico de cinema Sérgio Rizzo.

Como eu não sou boba, nem nada, e graças à dica da minha amiga Karla Souza, mandei meu textinho. Vamos ver se dá certo, não é? A resenha que fiz é sobre o curta “Águas de Romanza”,  e ele está aí embaixo:

Logo de começo, o curta se destaca dos demais pela qualidade da
fotografia e da velocidade com que a câmera se move, nos fazendo
entrar no espírito calmo e seco do sertão nordestino. A menina da
história (Michaela Faria Alves), em seus seis anos de existência não
sabe o que é chuva
, não imagina como é senti-la por todo seu corpo, e
não se cansa de pedir para a avó (Leuda Bandeira) lhe contar mais
sobre a formação desse fenômeno.
       A atriz cearense Leuda Bandeira lembra em alguns momentos a atriz
Fernanda Montenegro, em seu papel em Central do Brasil, – guardadas as
devidas proporções, é claro – desde a relação com a neta até a garra
de seguir em frente em meio todas as dificuldades do meio em que vive,
Leuda atua com muita veracidade, ao lado da pequena Michaela e do
caixeiro viajante, interpretado por Rodger Rogério.
       Águas de Romanza (Brasil, CE, 2002), das diretoras Gláucia Soares e
Patrícia Baía, é um curta muito agradável de se assistir, que consegue
envolver seu público, deixando-o  curioso para saber o que vai
acontecer no final. A leveza e a naturalidade com as quais a menina
Michaela Faria Alves interpreta o papel da neta, encanta ainda mais. O
curta tem quinze minutos de duração, mas a impressão é que esse tempo
é bem menor. Talvez o único ponto negativo que possa ser comentado é a
qualidade do áudio em alguns diálogos, que não são possíveis de ser
compreendidos.
       O conjunto de boa direção, bons atores e boa fotografia faz de Águas
de Romanza
um curta de destaque nas Sessões Crítica Curta 2008.

Por Camila Braga

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Mais uma vez Tim Burton se une a Johnny Depp e criam um ótimo filme. Um musical que se mistura com terror e ternura. Um homem é preso injustamente, e perde sua mulher e filha. Após sair da prisão volta para Londres para se vingar do juiz que o prendeu. E assim com uma nova identidade o barbeiro, se torna Sweeny Toddy.

Poucos sabem que Johnny Depp foi para Los Angeles para ser músico, embora ele nunca tenha cantado. Ele procurou um amigo antigo que o ajudou a ensaiar e se preparar. O que fica muito claro é a musicalidade na encenação de Depp, que transmite o sentimento da canção e acentua ainda mais a versatilidade do autor.

A personagem Mrs. Lovett interpretada por Helena Bonham Carter, que assumiu o papel de Belatrix Lestrange em Harry Potter e a ordem da Fenix. Desde que viu o musical no teatro ela gostaria de interpretar essa Mrs. Lovett, sua maior dificuldade foi executar as cenas, pois ela tinha muitas canções que foram gravadas no estúdio sem poder ver a cena.

Apesar de não apreciar muito musicais, segundo a entrevista presente no DVD, Tim Burton teve grande êxito em seu filme, principalmente, por contar com atores de muita qualidade que puderam enriquecer ainda mais a história do barbeiro demoníaco da rua Fleet.

Surpreendente  é a atuação de Sacha Baron Cohen, conhecido pelo programa “Da Ali Show”, exibido no Brasil pelo canal Sony.

                Por Paula Matos
 
 

 

 

 

 

 

 

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A internet é ótima por causa disso: você está à toa, dando uma rodada nos sites e de repente se depara com uma maluquice dessas: “Ópera do Malandro”, curta-metragem dirigido por André Moraes. Assista aqui.

Com mesmo nome da peça de teatro e disco de Chico Buarque, não pense que vai encontrar mais semelhanças não.  A história fala de um menino que precisa fazer uma redação na sua recuperação, mas em disso, ele viaja num mundo de figurões caricaturados dos anos 80 – vai de Bozo a Ozzy.

Com a participação de atores como Lázaro Ramos, Thais Araújo, MIchel Joelsas (“O ano que meus pais saíram de férias”), Wagner Moura e Lúcio Mauro Filho, o curta diverte bastante. Se eu fosse você, dava uma conferida; o site Cena Brasilis aprovou.

Por Camila Braga

A escritora e mulher de Jorge Amado estava se recuperando de uma cirurgia, mas após uma ligeira melhora, Zélia Gattai se deteriorou rapidamente. A Academia Brasileira de Letras (ABL), a qual Gattai fazia parte – ocupando a cadeira de número 23, que foi de seu marido e de Machado de Assis – decretou luto de três dias, como informa essa matéria da Folha on line.

Em homenagem a autora de “Anarquistas graças a Deus”, publico aqui resenha que fiz relacionando seu livro com o filme “A casa de Alice” do diretor Chico Teixeira:

Fui assistir no cinema ao recente filme “A casa de Alice” (Brasil, 2007), do diretor Chico Teixeira. Tinha lido alguma resenha sobre ele, mas já fazia tempo, portanto não me lembrava ao certo do que se tratava o filme – a não ser do cotidiano da família de Alice (Carla Ribas), uma manicure.
A história tem um drama complicado de se encarar, que são os relacionamentos familiares nada harmoniosos. Há a amante do marido, o amante da esposa e mais três filhos resultantes desse ambiente. Observamos algumas cenas, compartilhando os olhares atentos, porém silenciosos, da mãe de Alice dona Jacira (Berta Zemel), que também vive na casa.
Esse filme me marcou de uma maneira diferente, acredito que por estar às voltas com o livro de Zélia Gattai, “Anarquistas graças a Deus” (Brasil, 1983). Nele, a autora conta partes de sua infância quando morou em São Paulo, em meados dos anos 10 e 20. Zélia consegue nos inserir dentro do cotidiano de sua numerosa família – Dona Angelina, a mãe; seu Ernesto, o pai; Eugênio, o avô; e os irmãos Remo, Wanda, Vera e Tito – em um tempo bem diferente do qual Alice encara com sua família.
O interessante é observar as semelhanças e os contrastes das duas obras. Ambas se passam na cidade de São Paulo; em contextos, como já disse, muito diferentes; tratando da história de famílias nem ricas, nem pobres; e por fim, enquanto uma é considerada um caso real, a outra é uma ficção – mas que poderia muito bem ser um caso verídico.

Ao ler o livro de Zélia Gattai, sentimentos contraditórios se encontram, pois ao mesmo tempo que nos sentimos bem ao tentar imaginar uma ingenuidade e bondade tão puras de todos “personagens”, sabemos que nos dias atuais os comportamentos extremamente altruístas de dona Angelina com os desconhecidos e os animais soariam bobos. O que mais se percebe na história – e que me deixou com os sentimentos contraditórios que citei antes – é o poder que havia nos princípios de uma pessoa, isso sim era algo valioso. Ter em algo para acreditar e defender, como o anarquista seu Ernesto, que era um honesto trabalhador e por isso colecionou respeito e admiração por aqueles que o cercavam.
Não parava de pensar no livro enquanto assistia à “Casa”. Como pode haver uma diferença tão grande entre esses dois mundos? Fiquei com vergonha ao imaginar a situação totalmente absurda e hipotética, de um dos filhos da personagem Alice escrevendo um livro parecido com o de Zélia, contando como era o seu ambiente familiar, e esse livro, por sua vez, sendo lido por uma geração mais nova. Qual a imagem que ficaria?
Sei que não estou na idade do pessimismo para dizer “na minha época que era bom”, mas me assusta pensar como serão os próximos anos, como as famílias vão conseguir se reunir – e apreciar esses momentos -, e quais lembranças que restarão. Por isso, se você for assistir ao filme e ele te deixar para baixo; leia o livro, pois algo bom do início do século XX vai te deixar mais tranqüilo.

Camila Braga

 

Aguarde as novas publicações aqui, pois iremos estar pelas ruas de São Paulo conferindo o que vai rolar de bom na Virada Cultural nesse final-de-semana.

Ah! E se você também for, não esqueça de comentar aqui no blog e, quem sabe, mandar seu comentário, foto, vídeo, entrevista para o site do Radar Cultura. Eles vão fazer uma cobertura com a participação de qualquer cidadão, bem no estilo moderninho do Jornalismo Colaborativo (se você não sabe o que é, dê uma olhada nesse vídeo super explicativo feito por nós).

Preparem aquele tênis confortável, o energético mais potente e boa Virada!

por Camila Braga

Bob Dylan é e faz questão de se manter em transformação. Originalidade é seu ponto forte, ele soube acompanhar seu tempo e foi capaz de mudanças que desgostou o seu público, deixando-os inconformados.

O choque da nova versão de Dylan foi tão profunda que seus fãs o chamavam de traidor e o vaiavam em seu show, isso ocorre em sua primeira metamorfose quando ele deixa de fazer canções de protesto.

Essa fase da vida de Dylan é explorada pelo diretor Todd Haynes, em seu filme, Não estou lá, onde seis atores interpretam seis Dylans com nomes diferentes. A interpretação feita pela atriz Cate Blanchett é a que mais se destaca e o que mais se aproxima de Bob Dylan. O personagem leva o nome de Jude Quinn, que mostra a turnê de Dylan pela Inglaterra, quando é mais questionado pela mudança.

Com maior organização o filme poderia ser melhor explorado, um artista com o perfil de Bob Dylan precisava de uma maior linearidade.

Por Paula Matos