É sempre bom receber as amigas em casa. Principalmente, se esse encontro é regado com muita risada e bolo de chocolate. Era dia 18 de julho, nós cinco estávamos no meio das férias – que não teve um tom de descanso. Continuamos o trabalho que havíamos iniciado na casa da Fe: selecionar as entrevistas.

Uma tarefa muito difícil, aliás. É incrível como demos sorte com os entrevistados. Eles se preocuparam em nos atender, em refletir sobre as questões e dar respostas que pudessem nos ajudar. Isso com todos os grupos: Jogando no Quintal, Doutores da Alegria e o Circo Stankowich. A maioria deles mostrou um grau de conhecimento teórico elevadíssimo, com afirmações bem embasadas. Parecia que tinham lido as mesmas obras que nós. Era verdadeiramente uma aula a cada final de semana. Saíamos sempre muito admiradas. As entrevistas de final de semana rendiam assunto para semana inteira, não somente nas discussões do TGI. Mas, com tanto conteúdo apresentado e depois de tantos entrevistados, era muito difícil lembrar das frases de um por um com tanta propriedade. Por isso, foi fundamental a leitura e seleção com um intervalo significativo entre a última entrevista. Assim, pudemos olhar para tudo o que os profissionais falaram de uma forma mais imparcial, sem sermos guiadas pela emoção. Decidimos que escolheríamos todos os trechos que nos agradassem. E, olha, que não foram poucos.

As meninas chegaram em casa por volta das 10h e só saíram de lá depois das 17h. Ficamos reunidas em frente o computador quase todo esse tempo – com uma parada apenas para o almoço. Nesse dia, conseguimos selecionar muitas entrevistas, sempre relembrando os momentos inesquecíveis de todas elas. Cantamos músicas sertanejas para recordar da viagem a Campinas rumo ao encontro do circo Stankowich. Emocionamos-nos ao lembrar de algumas histórias dos Doutores. Gargalhamos com o espetáculo do Jogando no Quintal. Rimos muito ao escutar frases inacabadas e até nossos erros de digitação foram motivo de piada. Depois de um tempo convivendo com palhaços, acho que estamos aprendendo a lidar com o que temos de ridículo.  Perdemos um pouco do medo do que o outro vai achar de nós. Estamos aprimorando o riso, ao descobrir mais afundo a sua aplicação. Aprendemos que uma colcha de retalhos pode ser formada de histórias, sempre com muito bom humor.

Por Simone Coelho (Palhaça Batatinha)

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