Stankowich

Uma pirueta, Duas piruetas, Bravo, bravo! Superpiruetas, Ultrapiruetas, Bravo, bravo!

Gosto da música, mas não das piruetas, pois tenho medo. Acho que sofro mais do que os artistas que estão em cima do trapézio realizando as tais piruetas. Mas, não daria para evitar, pois estávamos no Circo Stankowich para gravarmos o espetáculo e entrevistarmos o palhaço Rodrigo e o dono do circo. Teria que me conformar com a aflição que sinto das pessoas driblando a lei da gravidade. Vai pra lá, vem pra cá, cai na rede, sobe de novo….. já estava um pouco tonta, além de nervosa.

O circo estava passando uma temporada em Campinas, cidade que nunca tinha visitado. Eu, a Si, a Fê e a Ju que comandava o volante, fomos para a casa da Paula, em Santana de Parnaíba. Ah, tínhamos também a companhia do GPS, amiguinho que a Fê simpatizou muito, mas que já odeio de longa data. Passamos para pegar a Paula, desta vez ela assumiu o volante até Campinas, pois já conhecia o caminho. O Chico que me desculpe, nos o amamos de paixão, até resolvi começar o texto com uma música dele, mas diante da paisagem que nos cercava, escolhemos ouvir Chitãozinho & Xororó, “Ah, ah, ah, to indo agora pra um lugar todinho meu!” (fora desse blog, eu nego até a morte!) Foi um coral tão bonito! Não tem jeito, música é ambiente né? Nossa viagem foi embalada com essa trilha sertaneja. Aliás, ê trem bão! Quando chegamos a Campinas, encontramos a Karina, que se encarregou de nos colocar em um lugar estratégico para captarmos as melhores imagens. Enquanto esperávamos o espetáculo, a Paula e eu comemos pipoca, bebemos refrigerante, já estávamos no clima circense. Foi nesse momento que tiramos essa foto que vocês estão vendo. Logo depois, começou o espetáculo, que foi muito bonito, por sinal. O homem pássaro parecia que ia voar mesmo, fiquei boquiaberta! O ambiente circense tem uma energia contagiante, uma coisa lúdica, uma pena que não tem o valor que merece. A Paula fez amizade com um garotinho, não me lembro o nome dele, mas no intervalo ele falou assim para o avô que o acompanhava: “Vô, é intervalo, dá para comer mais alguma coisa né?”, depois ele confessou para a Paula “ Tomara que o meu avô me leve no Mc’Donalds depois do espetáculo”, muito bonitinho. O palhaço Rodrigo usava só a mímica em suas apresentações, logo depois na entrevista, descobrimos que era um método dele baseado na Escola Russa de Circo, onde os palhaços usam mais a mímica do que a fala. Rodrigo contou um pouco da sua história, e explicou que teve influência da sua família que é tradicional do circo – a Família Garcia – seu pai era mágico, sua irmã contorcionista e seu tio-avô: palhaço! Seus pais até que tentaram fazer com que ele seguisse os estudos em São Paulo, mas não teve jeito, a arte que corria em suas veias foi mais forte e Rodrigo acabou se rendendo ao maravilhoso mundo do circo e a magia de fazer rir. Logo depois, entrevistamos o dono do circo, Marcio Stankowich, que nos contou que é a quinta geração da família no circo! Aproveitamos para gravar um pouco do outro espetáculo e entrevistamos algumas pessoas da plateia. Trabalho comprido e cumprido, pegamos a estrada depois de nos perdemos um pouquinho e dá-lhe Chitãozinho e Xororó, com direito a vídeo e tudo! Muito cansadas, deixamos a Paula em casa e seguimos para São Paulo, ouvindo Daniel, chega de Chitão né, tá bom por hoje!

por Thais Souza (Palhaça Diva)

Anúncios