O retorno

 

Dia: 18/04/09 (Sábado)

Local: Tucarena – PUC-SP

Hora: 18h

Nitidamente mais ansiosas do que da vez anterior, nos encontramos novamente alguns minutos antes do combinado com a produtora Maria Teresa, para realizarmos os acertos finais. Uma das mudanças que teríamos desta vez seria a gravação das entrevistas com duas filmadoras: uma seria usada para registrar um plano aberto, mais geral, e a segunda captaria o entrevistado de um outro ângulo, dando atenção a detalhes como as mãos, os olhos, a boca etc.

Ao encontrarmos com a produtora, ela informou-nos que havia, ainda, conseguido que um dos integrantes da banda do grupo, o ator Marco Gonçalves, também nos desse uma entrevista. E foi com ele que primeiro gravamos. Brincalhão e bastante desinibido pela presença das câmeras, conseguimos uma conversa fluida e interessante.

Depois da entrevista, retornamos ao posto que nos haviam destinado e registramos trechos das orientações transmitidas ao grupo pelo diretor, Márcio Ballas. Instantes depois, o grupo, aos poucos, saía do palco e ía aos camarins para vestirem o figurino e fazerem as maquiagens.

O espetáculo começou e seguiu basicamente o mesmo formato do anterior, com a diferença de ter no palhaço João Grandão (Márcio Ballas) a figura do juiz, além de a banda ter sofrido pequenas alterações em sua composição. Pouco antes das brincadeiras começarem, um dos integrantes da platéia entrava atrasado no espetáculo, quando chamou a atenção de João Grandão, que o chamou para o centro do palco. Perguntou-lhe o nome, e Cláudio foi a resposta. Alguém de sua família, já sentado, gritou ao palhaço que era aniversário do “atrasado”. Todos, então, iniciaram a cantoria do “Parabéns para você”, com direito à “assoprar as velinhas”, no caso, formada pela equipe de palhaços. Cláudio mal desconfiava que se tornaria motivo de diversas piadas e brincadeiras ao longo da apresentação.

No momento do intervalo, aproveitamos para tentar uma breve entrevista com o homenageado da noite, que se mostrou bastante simpático conosco, além do capitão escolhido pela equipe laranja: Luís, também atencioso, aceitou conversar e gravar entrevista.

A segunda parte do espetáculo seguia e, conforme a apresentação chegava ao final, íamos nos preparando para a entrevista com Márcio Ballas. A cerimônia de entrega das “medalhas” aconteceu e chegou o momento de irmos ao camarim. Maria Teresa nos pediu alguns minutos, para que o entrevistado pudesse tomar um banho rápido e tirar toda a espuma das tortadas. Quando ele surgiu, apesar de ter acabado de apresentar um show com quase duas horas de duração, nos parecia bem disposto e atencioso. Apenas nos avisou que caso seu celular tocasse, ele precisaria atendê-lo, já que sua filha o aguardava em casa.

Explicamo-lhe que precisaríamos refazer as perguntas, já que da vez anterior a entrevista tinha sido feita com pressa. Instantes antes de começarmos, ele nos fez algumas brincadeiras, demonstrando estar à vontade conosco e com a gravação. Começamos a entrevista e suas respostas, dessa vez dadas com mais tempo, ficaram mais completas e interessantes. No meio da entrevista, como o esperado, seu celular tocou e ele nos pediu licença para atender. Não era sua filha, mas alguém lhe parabenizando pela apresentação. Ele agradeceu e logo em seguida desligou. Algumas perguntas a seguir, o celular voltou a tocar, ao que ele pediu desculpas por atrapalhar a gravação, e nós o avisamos que somente gostaríamos de fazer mais uma última questão. Ele a respondeu e, ao final, fez uma “brincadeirinha” com a câmera. Agradecemos por sua atenção e paciência.

Na saída, Maria Teresa nos informou que a equipe de seguranças só nos aguardava terminar a entrevista para fechar o teatro. Ajeitamos o restante dos equipamentos e, às 0h35, fomos embora, dessa vez, sim, com o sentimento de dever cumprido.

Por Fernanda Pierina (Palhaça Tchicabá)

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