Clube de ragatas Cotoxó

Dia: 05/04/2009

Local: Tucarena – PUC-SP

Hora: 17h40            

Esse foi o horário marcado para nos encontrarmos, já que o combinado com a produtora executiva, Maria Teresa Sanches, era às 18h. Esses 20 minutos seriam usados para fazermos os últimos acertos: quem ficaria na frente, e quem ficaria atrás, no alto; qual câmera seria usada em qual local; repassarmos as perguntas e os locais de filmagem etc. Com tudo resolvido, pedimos para falar com a Teresa, que, de maneira bastante atenciosa e simpática, nos adiantou que poderíamos fazer as entrevistas com a jogadora Rhena de Faria, antes da apresentação, e com Márcio Ballas, o criador, diretor e também ator, durante o intervalo de 15 minutos.

Antes da conversa com Rhena de Faria, fizemos algumas imagens de apoio, gravando as bandeiras do cenário, as cadeiras do público, o panfleto do espetáculo, o placar, o gramado ao centro… tudo organizado de forma a transmitir ao público a sensação de se estar em um verdadeiro estádio, ainda que o teatro seja disposto como uma arena.

Quando a entrevistada pôde nos atender, uma decepção: o microfone de lapela, comprado para as gravações, não poderia ser usado na câmera, e seria necessário um adaptador… a saída, então, seria usarmos o microfone que acompanhava o equipamento fornecido pela Universidade. Resolvido o problema, a posicionamos em uma das cadeiras da platéia e começamos a gravação. A cada resposta, ficávamos mais impressionadas com tudo o que ela falava: sobre o palhaço, a máscara, o circo, o riso, o improviso… parecia que toda a teoria que tínhamos lido até aquele momento estava sendo contada e ilustrada por ela. Antes do fim da entrevista, os demais atores começaram seu aquecimento no centro do gramado: alongamento, massagem, afinação dos instrumentos da banda, e treino das músicas, e o ensaio de algumas das histórias que seriam contadas ao longo do show pelo “juiz” do jogo… Ao fim da entrevista, agradecemos e começamos, então, a gravar o que acontecia com os outros jogadores…

Toda a preparação durou até minutos antes da abertura para a platéia. Então, saíram para arrumarem os últimos detalhes do figurino e maquiagem. A banda entrou no teatro e começou as primeiras músicas, enquanto a equipe técnica, por walk-talks, combinava o instante da abertura. Tudo pronto, e o público começou a encher o espaço a ele destinado. A música parecia ir contagiando a todos, que falavam alto, brincavam uns com os outros, e riam… Não havia forma melhor de começar a brincadeira. A baterista da banda instruiu o público a executar uma coreografia para a música que tocariam a seguir. A música foi tocada e o público respondeu como o pedido. O juiz da noite, o palhaço Adão (Paulo Federal), entrou e deu início à apresentação dos jogadores. Tocaram e cantaram o hino do “Clube de Regatas Cotoxó”, e ficamos sabendo que dariam início às improvisações… uma se seguiu à outra e, a cada brincadeira, o público respondia de maneira mais positiva.

Chegado o momento do intervalo, aquela correria tomou conta do grupo: pegar a câmera, o microfone, a lista com as perguntas… e ainda tentar afastar o “friozinho na barriga” que insistia em não passar! Entramos no camarim e, logo em seguida, Márcio Ballas apareceu, apresentou-se e sentou na poltrona do local. Ajeitamos a câmera e, em tom de brincadeira, o ator “roubou” o microfone da mão de uma das alunas, e começou a nos contar que havia nascido em 1976 e que “iria morrer” em 2015… entramos na brincadeira, mas o alertamos que dessa forma ele acabaria morrendo muito jovem; ele concordou e disse que poderia, então, morrer em 2065… foi nesse tom que a entrevista começou. No entanto, o microfone acabou ficando em suas mãos.

A perguntas foram feitas com uma certa correria, pois só teríamos em torno de 8 minutos, antes do recomeço do espetáculo. Ainda que bastante apressadas, as respostas nos deixaram contentes. A produtora entrou no camarim e o avisou que a banda já estaria voltando e que, por isso, a entrevista teria que terminar. Saímos e reposicionamo-nos. A apresentação do grupo seguiu.

Quando o placar marcava 3 para a equipe laranja e 2 para a azul, o juiz anunciou o fim do jogo. No entanto, antes de despedirem-se, haveria o momento da coroação dos participantes. O palhaço Adão chamava, um por um, o nome dos jogadores, para que recebessem os aplausos do público. Cada um deles escolheu alguém da platéia, e o colocou sentado em um banquinho no centro do palco. Formando um círculo, os escolhidos do público, ao comando do juiz, fizeram a contagem regressiva. Chegado o “zero”, “tortadas” de espuma foram distribuídas nos jugadores. Assim, a brincadeira terminou em tom de alegria, em que não importavam vencedores ou perdedores, já que todos saíram do palco com o rosto completamente sujo de torta!    

Por Fernanda Pierina (Palhaça Tchicabá)

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