Essa é uma frase da jornalista Ana Maria Bahiana, estampada num dos painéis do evento “Vida Louca, Vida Intensa – Uma Viagem pela Contracultura”, que aborda um o espírito da  programação dedicada às diversas expressões da contracultura, que o Sesc Pompéia apresenta de 15 de abril até o dia 22 de junho, em São Paulo.

 

Desenvolvido há um ano e meio pelo jornalista e designer Eduardo Beu, curador da programação, com o objetivo de celebrar personagens do movimento, ligados aos reflexos artísticos e sociopolíticos da contracultura -como a publicação, em 1957, do livro “Pé na Estrada”, do escritor beatnik Jack Kerouac (1922-1969), o surgimento do tropicalismo e ainda as manifestações estudantis do maio de 1968.

 

Inicialmente a programação  tinha um mês de duração, mas a direção do Sesc, que patrocina o projeto, gostou tanto da idéia de expor o movimento que acabou pedindo ao curador que a ampliasse para dois meses e meio.

 

A exposição destaca imagens do psicodelismo e do movimento punk, em reproduções de cartazes de cinema, shows de rock, peças de teatro, manifestações e capas de periódicos da imprensa “underground”, além de 37 filmes, dez mesas com 25 convidados ligados a diversas áreas da cultura brasileira, performances, shows musicais (incluindo uma atração internacional, a banda suíça The Young Gods), apresentações de teatro e dança e ainda uma videoinstalação interativa sobre moda.

 

Na literatura, um dos destaques será o sarau “Noites Sujas: Nuvem Cigana”, que comemora os 30 anos do grupo carioca Nuvem Cigana, formado pelos escritores Bernardo Vilhena, Chacal, Charles Peixoto e Ronaldo Santos.

 

Por Thaís Souzza 

Anúncios