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Rita Lee, a sessentona mais animada do rock, esteve neste último fim-de-semana em apresentação no HSBC Brasil (ex-Tom Brasil), em São Paulo. Em turnê com o show Picnic, a ruiva usa e abusa de cores, animações no telão e jogos de luzes no palco, que fazem com que o fã (no caso, a fã: eu) entre no clima de festa idealizado pela cantora. O show comemora seus 40 anos de rock’n'roll de volta a sua cidade natal, depois de quatro anos sem nenhuma apresentação na capital.

Relembrando grandes sucessos (como “Mania de Você“, “Amor e Sexo“, “Flagra“, “Ovelha Negra“, “Lança Perfume“, “Erva Venenosa” e outros) e cantando músicas do seu mais novo CD, “Balacobaco”, lançado em 2005, Rita Lee intercala as músicas com homenagens à cidade de São Paulo, em declarações afetivas.

Entre as músicas inéditas está a versão da música “I wanna hold your hand”, dos Beatles, em que Rita canta a divertida história de um bode que pisa na pata de uma cabra. A música, aliás, pretendia ser incluída no álbum que a cantora lançou composto apenas de versões de músicas da banda, mas que, segundo ela, não teve autorização “da japonesa” para entrar no CD. Uma pena, já que a letra é realmente bastante original e engraçada de se ouvir.

Rita parecia realmente em casa, dizendo-se emocionada por dormir de novo em sua cama, com seus travesseiros e lençol. Brincou com seu filho, Beto Lee, homenageando a “qualidade de seus espermatozóides”, em referência ao amor que sente por sua neta, Isabella. Acompanhada ainda do seu marido, Rita no palco está cercada daquilo que mais ama: a família.

E, para aqueles que talvez tenham desconfiado, eu assumo: morri de inveja daquele cabelo vermelhão!!

Saudades de ser também um ser flamejante…

Por Fernanda Pierina

Depois de oito horas de sono entre sexta-feira e domingo, algumas bolhas nos pés e dores nas pernas, posso dizer que a Virada Cultural 2008 valeu à pena. As 24 horas de música, teatro, dança e entretenimento em geral foram mais do que aproveitadas pelos, estimados, 4 milhões de espectadores.

Pelo que acompanhei, posso dizer que foi um evento realizado com sucesso, com nenhum incidente grave, de acordo com o depoimento para o Estadão do tenente-coronel Sidney Alves, que comandou o policiamento do centro. Bom para a cidade e ainda melhor para a fama barra-pesada do centro da capital.

O que mais me chamou a atenção foi a apresentação do grupo francês Genèrik Vapeur (composto por 20 integrantes, entre eles 5 brasileiros), que saiu da Av. São João já eletrizando as pessoas que acompanhavam, quando fez aparecer no alto do prédio da galeria Olido três artistas com sinalizadores vermelhos e tambores descendo em direção ao chão. Depois do terremoto da última terça-feira, foi o acontecimento que mais abalou São Paulo – exageros à parte.

Mas imagine você a cena: dezenas de caras azuis com sinalizadores e fogos de artifício, batendo latões pelas ruas, ao mesmo tempo que avançavam com suas caras de poucos amigos. Ah, e claro! Tudo isso com um rock pesado (e contagiante, diga-se de passagem) tocado pelos músicos que seguiam o grupo em cima de um caminhão de som. Era quase impossível não seguir o Vapeur, e foi o que muitos fizeram, com suas câmeras e celulares à postos, registrando toda a movimentação. Muitas vezes, se arriscando à frente dos artistas, tudo para obter uma boa foto, ou apenas uma boa olhada.

A apresentação que iria ter um repeteco às 3h30 da manhã de domingo foi cancelada pela Polícia Militar, em função de muitos carros amassados durante o percurso do grupo – entre eles um da própria polícia – como contou o motorista do caminhão de som, já com os olhos quase fechando às tantas da matina.

Por Camila Braga

ps. Fotos e vídeos devidamente postados em breve.

Para quem quer aproveitar o feriado por dentro do que acontece no mundo dos estudantes de  comunicação, acontece em São Paulo do dia 1 à 4 de maio o  ERECOM (Encontro Regional de Estudantes de Comunicação do Sul e Sudeste).

Discutindo o tema Transformadores ou deformadores? A formação do comunicador e seu papel na sociedade, o encontro será na sede antiga do Sinsprev que fica na rua Senador Felício dos Santos (trav. Conselheiro Furtado), 404. Metrô Vergueiro).

 

O evento será realizado pela regional Sul e São Paulo da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (ENECOS) e tem como objetivo a discussão central da democratização da comunicação e de melhor qualidade na formação do comunicador. Em suma, todos tendo acesso à informação de qualidade.

 

Outros temas serão discutidos como arte e política; espaços no mercado de trabalho; legalização das drogas; liberdade de expressão; globalização e resistência; movimento estudantil e educomunicação. Haverá oficinas e mini cursos passando por diversas áreas como rádio, vídeo, grafite, teatro, música, para quem tem curiosidade e para quem quer aprender um pouco mais. Para nós estudantes de Comunicação que cobramos certas iniciativas é legal ver encontros como esse.

 

Os valores da inscrição variam entre R$20,00 e R$ 70,00.

 

 Por Thaís Souza

Aguarde as novas publicações aqui, pois iremos estar pelas ruas de São Paulo conferindo o que vai rolar de bom na Virada Cultural nesse final-de-semana.

Ah! E se você também for, não esqueça de comentar aqui no blog e, quem sabe, mandar seu comentário, foto, vídeo, entrevista para o site do Radar Cultura. Eles vão fazer uma cobertura com a participação de qualquer cidadão, bem no estilo moderninho do Jornalismo Colaborativo (se você não sabe o que é, dê uma olhada nesse vídeo super explicativo feito por nós).

Preparem aquele tênis confortável, o energético mais potente e boa Virada!

por Camila Braga

                                                
Com um repertório cheio de músicas divertidas e letras criativas, Lili Colombina apresentou-se neste último Sábado, dia 19/04, no espaço do Ópera Buffa. Situado na Praça Franklin Roosevelt, na República, cheguei ao local quando a banda passava o som: afinando daqui, ajeitando o microfone dali, e sorrindo para aqueles que entravam.
 
O show começou por volta das 00h30, e emendou músicas de diversos cantores e estilos. Rita Lee, Elis Regina, The Beatles, um pout pourri dos anos 1960 e até “Esquadros“, de Adriana Calcanhoto (em uma ótima versão rock ‘n’ roll) fizeram parte do repertório.
                                                                  
Mas é durante as animadas músicas próprias que Lili Colombina fez o público identificar-se e entrar no clima divertido da banda. Imagens de donas-de-casa, do príncipe encantado (que parece demorar a chegar, né…), do super-babaca (vai dizer que você não conhece nenhum ?!) e de outras diversas facetas femininas são tocadas e cantadas de maneira irreverente pelo grupo. Óculos coloridos, plumas, perucas e até mesmo um avental sobem ao palco durante a apresentação.
 
Pouco mais das 2h da manhã, a banda de Pindamonhangaba deixa o palco e fica a pergunta no ar:
E aí, Lili Colombina, quando vai ser o próximo??
 
PS: a banda tem também comunidade no Orkut. Dá uma olhada lá…

 

Por Fernanda Pierina

 

 

Oito anos de trabalho para a realização desse livro. Clarice Fotobiografia (656 páginas, Imprensa Oficial e Edusp),  foi lançado nessa terça-feira na Livraria Cultura, pela autora Nádia Batella Gotlib. A professora da USP é reconhecida como uma das maiores especialistas na obra de Clarice Lispector, que pesquisa sobre o assunto desde a década de 1980: “Para mim foi muito importante [o lançamento da Fotobiografia], porque é mais um capítulo numa longa história que eu tenho de pesquisa sobre Clarice. Então, eu fico mesmo muito feliz desse livro estar pronto.”, diz a autora para o blog Nefelibatas Cult.

Para a estudante de biblioteconomia, Graziela de Oliveira, o estudo e trajetória de Nádia sobre o tema é muito bem conceituado: “Eu acho que a Nádia fez um belo trabalho com a obra da Clarice, (…) fez uma obra fantástica, bem completa. Para quem quer conhecer, inicialmente, já tem um belo carro para seguir.” Graziela começou a ler as obras de Clarice em 2001, com os livros Laços de Família e A Hora da Estrela. De lá para cá, não parou mais, e lê a extensa bibliografia da autora sempre que pode.

O livro traz mais de 800 fotos da escritora, organizadas em ordem cronológica por Nádia. “Eu já tinha muitas imagens, mas depois o próprio material que eu tinha foi exigindo mais. Então, eu tive que desenvolver mais e mais pesquisa…isso demora,né?” Comenta a autora.

Eu penso que Clarice Lispector acharia muita graça do evento realizado para lançar o livro de sua fotobiografia. Diversos intelectuais, especialistas e estudiosos de sua obra estavam presentes e conversando entre si sobre ela, é claro. A escritora diz em uma de suas crônicas, – Intelectual? Não. -  publicada na imprensa em novembro de 1968, que não se considera uma intelectual, e confessa que não leu a maioria dos clássicos da humanidade. Pode-se pensar em suas obras, agora,  como parte dos clássicos da humanidade. Irônico,não?

Nádia Gotlib fala em matéria publicada pelo Estadão, no domingo, que “Sua produção é, a certa altura, chamada por ela mesma de ‘pulsações’, e está pautada pelo questionamento de valores, desconstrução de regras e certezas, movidas pelo desejo dramático de narrar aquilo que, no fundo, constata ser inenarrável.” Clarice tem grande reconhecimento por sua maneira de narrar e envolver o leitor com histórias de pessoas comuns, como a de Macabéa – em A Hora da Estrela – e brincar com as noções de tempo e espaço.

Eu, particularmente, não consigo assitir muitas filmagens e ver fotos de Clarice Lispector, durante a exposição realizada no Museu da Língua Portuguesa, em 2007, evitei ao máximo observar a entrevista realizada por ela para a TV Cultura, que passava no telão. Não tenho uma explicação para isso, apenas prefiro me concentrar nas palavras e nos mergulhos literários que a autora -  nascida na Ucrânia, em 1920 e naturalizada brasileira, em 1943 -  faz em seus textos. A pergunta que fica, com o lançamento desse livro, é: As imagens de Clarice expressam tanto de si quanto sua escrita? Cabe à você, leitor, analisar e descobrir isso. Se aventure nesse mundo, vale muito a pena.

Por Camila Braga

 

Com o apoio da Subprefeitura do bairro, o Rotary Club Alto da Mooca promoveu a X Caminhada do Coração. O ato teve atividades paralelas como atendimento médico-hospitalar e palestras. O ponto de encontro foi no Clube Atlético Juventus.

A concentração para o evento começou às 7: 00 horas, com exames de rotina de pressão arterial, glicemia, colesterol e pressão intraocular.  Às 8:00 horas, aconteceram palestras informativas sobre glaucoma, osteoporose e prevenção de doenças cardícas.

A caminhada não atrasou e o início foi pontual, às 10:00 horas. Com distribuição de camisetas e águas, os participantes percorreram cerca de 5 quilômetros. Segundo Antônia de Fátima, que participou do trajeto, ”o evento é importante para a conscientização da população. Só senti falta de uma maior divulgação, pois só os moradores da região sabiam do acontecimento”.

Pessoas de todas as idades estavam presentes, por isso a caminhada foi em um ritmo desacelerado. Mário Almeida esteve presente pela primeira vez e garantiu o retorno no ano seguinte. “O astral é muito bom, as pessoas são divertidas, sem contar o bem que fiz para a minha saúde. Sem dúvida estarei aqui na próxima edição”.

O trajeto foi concluído por volta das 11:00 horas, com o trânsito já liberado pela CET.

Por Juliana Moraes

Quem gosta de Nelson Rodrigues, não pode perder de 28/3 a 4/5, no Centro Cultural São Paulo , a Mostra Nelson Rodrigues, que retrata um pouco da produção múltipla do dramaturgo e de como ela é abordada ainda hoje. Idealizada e organizada pelas curadorias de teatro e de cinema, inclui em sua programação uma exposição fotográfica, quatros peças teatrais, uma mostra de cinema e quatro debates.

 

A exposição Gestos Rodrigueanos (28/3 a 4/5) evidencia a força das personagens de Nelson por meio do gestual registrado pela câmera fotográfica.


Já a Mostra de cinema (08/04 a 20/4) exibe documentários sobre vida e obra de Nelson Rodrigues, além de diversas versões de suas peças para as telas, desde a primeira, Meu destino é pecar (1952), até a recente produção de Vestido de noiva (2006). Há, ainda, filmes que posteriormente foram transformados em programas de TV, como Engraçadinha (1981). A televisão, aliás, adaptou diversas obras do autor, especialmente em minisséries.

 

Atuando em diversas  áreas, inclusive, como jornalista, o mais relevante da obra de Nelson está na produção para o teatro. Trata-se do dramaturgo que inaugura o chamado teatro moderno brasileiro com a peça Vestido de noiva, escrita em 1943.

 

A Mostra revela a capacidade dos personagens “rodrigueanos” de espelhar a sociedade e  propõe, um panorama dessas possibilidades que, além de apresentadas nos palcos, serão abordadas em quatro debates com os diretores das peças e os jornalistas Sérgio Rizzo e Hélio Moreira da Silva. 

Por Thaís Gomes

 

 

Para pessoas que nasceram na década de 80, como essa cidadã que lhes escreve, é muito frustrante não ter participado da efervescência musical que aconteceu na década de 60 e 70 no Brasil. Em meio a muita censura e violência, é verdade, foram tempos em que uma simples frase podia dizer muita coisa e assim, punir seu autor.

Na noite do dia 2 de abril, em lançamento do livro São Paulo minha cidade, pude ter um gostinho da época que não vivi, com apresentações musicais de Pery Ribeiro – carioca -, Jair Rodrigues – nascido em Igarapava/SP -, Claudya, Alex Cohen, Happin Hood, Fabiana Cozza, Quinteto Branco e Preto e Billy Branco – nascido em Belém/PA, que prestaram uma homenagem à cidade de São Paulo e seu poder acolhedor de diferentes pessoas, costumes, tradições…enfim, cultura. Nada mais natural que fazer isso com música.

Ter a oportunidade de presenciar músicas como “Disparada” na voz e contagiante apresentação de Jair Rodrigues é algo especial. Algo que, normalmente, só se conhece por algumas documentações em vídeo e livros, como “Noites Tropicais” do jornalista Nelson Motta, um carioca, que teve o privilégio de conviver com essas pessoas no período em que tudo florescia. Contou o que pôde sentir e foi, a partir desses relatos, que minha cabeça viajou durante as apresentações no palco da Sala São Paulo.

O livro que foi lançado na noite traz os relatos de mais de 300 internautas-autores que escreviam suas histórias para o site – de mesmo nome do livro. Decidiu-se reunir e publicar essas histórias de pessoas que nasceram ou passaram a viver e a amar o caos urbano paulistano como seu verdadeiro lar. O livro pode ser baixado no site em formato PDF.

Por Camila Braga

Com uma equipe formada por incríveis patinadores de gelo, o Holyday On Ice está de volta ao Brasil, depois de 12 anos sem apresentações por estas terras. Tendo como base da encenação o livro de Julio Verne, a Volta ao mundo em 80 dias, Pernalonga, Patolino, Piu-Piu e Frajola apostam uma corrida cujo objetivo é percorrer todo o globo em apenas 80 minutos.

A cidade de Nova Iorque é o ponto de partida e de chegada dessa corrida, passando ainda por países como o México, índia, Rússia, França e, é claro, o Brasil. Durante o período em que os personagens estão no país do futebol e do carnaval, não são feitas quaisquer referência a essas duas cartas-marcadas da cultura brasileira. Parece um pouco impossível à primeira vista, né?! Mas é na capoeira e na Carmen Miranda (que aliás, era portuguesa) que conseguimos identificar nosso país.

Participam do espetáculo ainda Lola, Taz, Gaguinho, Coiote e a Vovó, além dos patinadores/dançarinos, que fazem coreografias que deixam a platéia – que nem de longe é formada apenas por crianças – encantada.

O grupo é formado por 52 bailarinos, de 19 nacionalidades. Objetos de cena e figurinos parecem ter sido detalhadamente pensados para o show (coloridos e com pequenos efeitos especiais). O site do espetáculo traz um pequeno vídeo com trechos da apresentação. Cuidado para não ter vontade de sair patinando por aí… 

“Pernalonga e Seus Amigos em A volta ao Mundo em 80 Minutos” é apresentado no Ginásio do Ibirapuera, sexta, sábado e domingo, até o dia 13/04.

Por Fernanda Pierina