Bob Dylan é e faz questão de se manter em transformação. Originalidade é seu ponto forte, ele soube acompanhar seu tempo e foi capaz de mudanças que desgostou o seu público, deixando-os inconformados.
O choque da nova versão de Dylan foi tão profunda que seus fãs o chamavam de traidor e o vaiavam em seu show, isso ocorre em sua primeira metamorfose quando ele deixa de fazer canções de protesto.
Essa fase da vida de Dylan é explorada pelo diretor Todd Haynes, em seu filme, Não estou lá, onde seis atores interpretam seis Dylans com nomes diferentes. A interpretação feita pela atriz Cate Blanchett é a que mais se destaca e o que mais se aproxima de Bob Dylan. O personagem leva o nome de Jude Quinn, que mostra a turnê de Dylan pela Inglaterra, quando é mais questionado pela mudança.
Com maior organização o filme poderia ser melhor explorado, um artista com o perfil de Bob Dylan precisava de uma maior linearidade.
Por Paula Matos

1 comment
Comments feed for this article
Abril 23, 2008 às 1:39 pm
Karla
Paula…com 66 anos o Bob Dylan causou no Brasil….